Nvidia e AMD fecharam acordos que somam US$ 4 bilhões para ampliar a capacidade de computação de inteligência artificial da Meta, dona do Facebook. A Nvidia vai investir US$ 3 bilhões, com fornecimento de chips e equipamentos de rede da plataforma Vera Rubin, e a AMD aportará US$ 1 bilhão com GPUs da linha Instinct, destinadas ao treinamento dos modelos da Meta. A informação é do Data Center Knowledge, em 29 de outubro de 2026.
Os acordos em números
Os dois compromissos totalizam US$ 4 bilhões. A divisão é a seguinte:
- Nvidia: US$ 3 bilhões, com chips e rede Vera Rubin.
- AMD: US$ 1 bilhão, com GPUs Instinct para treinamento de modelos.
GPUs são processadores originalmente criados para gráficos, mas que hoje são amplamente usados em inteligência artificial por realizarem muitos cálculos ao mesmo tempo. Treinar um modelo de IA é o processo em que o sistema aprende a partir de grandes volumes de dados, e esse trabalho exige grande capacidade computacional.
Contexto: a corrida por capacidade de computação
A Meta desenvolve modelos de IA e precisa de infraestrutura de data centers, os centros de processamento de dados, para treiná-los e executá-los. Os acordos com duas fabricantes diferentes indicam que a empresa recorre a mais de um fornecedor de hardware para atender a essa demanda.
Na descrição divulgada, a Nvidia entra com chips e também com a parte de rede, que conecta os equipamentos dentro do data center. A rede é um componente importante porque, em grandes sistemas de IA, milhares de chips precisam trocar informações em alta velocidade durante o treinamento.
A AMD, por sua vez, participa com as GPUs Instinct e tem o treinamento dos modelos da Meta como destino declarado do investimento.
O que muda para o mercado
Compromissos desse porte reforçam o peso da infraestrutura no setor de IA, em que o acesso a chips e a data centers é um dos fatores que determinam a capacidade de desenvolver modelos maiores. Para os fornecedores, contratos com uma grande empresa de tecnologia representam demanda significativa por seus produtos.
Para os usuários das plataformas da Meta, o efeito não é imediato nem direto. Os dados disponíveis não informam prazos de entrega dos equipamentos nem quais produtos específicos serão beneficiados pela nova capacidade.
O que observar daqui para frente
Os próximos passos a acompanhar são o cronograma de implantação dos chips Vera Rubin e das GPUs Instinct, os modelos que a Meta pretende treinar com essa estrutura e a reação de outras empresas de tecnologia, que também disputam capacidade de computação para IA. Detalhes sobre a natureza financeira de cada aporte e sobre as condições contratuais não constam nas informações divulgadas até aqui.


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