Dados da pesquisa TIC Educação 2025 mostram que 52% das escolas brasileiras de ensino médio já permitem o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa por estudantes. Apesar disso, apenas 22% das instituições possuem diretrizes formais de boas práticas para esse uso.
O descompasso entre uso e regras
O levantamento evidencia uma distância entre a adoção prática da tecnologia nas salas de aula e a existência de normas claras sobre como ela deve ser utilizada. Mais da metade das escolas de ensino médio já lida com o uso de IA generativa por alunos, mas a minoria conta com orientações formais sobre limites e boas práticas.
A ausência de diretrizes pode gerar situações distintas entre escolas de uma mesma rede ou região, já que cada instituição acaba definindo, de forma isolada, como lidar com o tema em sala de aula.
Novas diretrizes do CNE
O cenário ganha relevância após a homologação de novas diretrizes pelo Conselho Nacional de Educação, o CNE, órgão responsável por normas da educação básica no Brasil. As novas regras proíbem o uso autônomo de ferramentas de IA por crianças e vetam a correção automatizada de redações na educação básica.
Essas diretrizes buscam estabelecer parâmetros nacionais para o uso da tecnologia nas escolas, em um momento em que a adoção de ferramentas de IA generativa já é uma realidade em boa parte das instituições de ensino médio, segundo os dados da pesquisa.
O que muda para escolas e famílias
Com a homologação das diretrizes do CNE, escolas passam a ter parâmetros oficiais para orientar o uso de IA por estudantes, o que pode ajudar a reduzir a lacuna identificada pela pesquisa TIC Educação 2025 entre adoção da tecnologia e existência de regras internas.
Para famílias e educadores, o tema reforça a necessidade de acompanhamento sobre como e quando ferramentas de IA generativa são usadas por crianças e adolescentes no ambiente escolar, especialmente em atividades avaliativas como a produção de redações.
O que observar daqui para frente
Resta acompanhar como as escolas vão adaptar suas práticas às novas diretrizes do CNE e se o percentual de instituições com regras formais de uso de IA vai crescer nos próximos levantamentos da pesquisa TIC Educação.
A reportagem completa foi publicada pela Folha de S.Paulo.


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