Estudo revela disparidade no conhecimento sobre IA entre classes sociais no Brasil

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Uma pesquisa do Índice Reglab indica que 97,3% dos brasileiros da classe A conhecem ferramentas de inteligência artificial, enquanto nas classes D e E o índice é de 85,4%. Segundo o Olhar Digital, a diferença de quase 12 pontos percentuais evidencia como a desigualdade social também afeta o acesso e a alfabetização digital no país.

Os números do estudo

Os dados mostram que o conhecimento sobre ferramentas de IA é alto em todas as faixas de renda consideradas, mas não é uniforme. Na classe A, 97,3% dos entrevistados afirmam conhecer essas tecnologias. Nas classes D e E, o percentual é de 85,4%.

A diferença entre os dois extremos é de 11,9 pontos percentuais. Em outras palavras, mesmo com a ampla divulgação de ferramentas de inteligência artificial, uma parcela maior da população de menor renda ainda não tem contato ou informação sobre elas.

O que significa alfabetização digital

Alfabetização digital é a capacidade de usar tecnologias digitais de forma segura e eficaz, o que inclui saber que ferramentas existem, como acessá-las e como avaliar as informações que elas produzem. O estudo relaciona a desigualdade social a esse tipo de conhecimento, indicando que as condições econômicas influenciam o acesso às novas tecnologias.

O levantamento aborda o conhecimento sobre IA, ou seja, a familiaridade com a existência das ferramentas. A pauta divulgada não traz detalhes sobre outros indicadores, como a frequência de uso ou os tipos de aplicação mais comuns em cada classe, e por isso essas comparações não podem ser feitas aqui.

Por que isso importa

A inteligência artificial vem sendo incorporada a serviços, aplicativos e ambientes de trabalho. Quem conhece essas ferramentas tem mais condições de aproveitá-las em atividades como estudo, busca de emprego e organização de tarefas. Quando o conhecimento é desigual, o risco é que a tecnologia amplie diferenças já existentes entre grupos sociais.

Por outro lado, o fato de mais de 85% das classes D e E afirmarem conhecer ferramentas de IA mostra que o tema já alcança a maioria da população também nas faixas de menor renda.

O que observar daqui para frente

Os próximos levantamentos do Índice Reglab poderão indicar se a distância entre as classes sociais aumenta ou diminui. Também será relevante acompanhar se surgirão pesquisas que meçam não apenas o conhecimento, mas o uso efetivo de IA, o que permitiria dimensionar melhor o acesso. Por ora, os números divulgados mostram que a desigualdade social está presente também no conhecimento sobre inteligência artificial no Brasil.


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