Um levantamento da empresa de investimentos Andreessen Horowitz apontou que o ChatGPT, chatbot de inteligência artificial da OpenAI, ultrapassou a marca de 1 bilhão de usuários móveis ativos por mês, consolidando a liderança entre os aplicativos de inteligência artificial voltados ao consumidor final.
Os números do levantamento
De acordo com os dados divulgados, o Claude, chatbot desenvolvido pela Anthropic, também registrou crescimento expressivo e alcançou quase 1 bilhão de visitas mensais em sua versão web, o que garantiu ao aplicativo a terceira posição no ranking de acessos entre os serviços de IA generativa mais usados.
O levantamento ainda revelou um dado sobre a monetização desse mercado: apenas 4,5% dos consumidores norte-americanos possuíam, em agosto, alguma assinatura paga de ferramentas como ChatGPT, Gemini ou Claude. O número indica que a grande maioria dos usuários ainda utiliza as versões gratuitas desses aplicativos.
Por que o dado importa
O crescimento do ChatGPT para a casa de 1 bilhão de usuários móveis mensais reforça a posição da OpenAI como principal referência de mercado entre os assistentes de inteligência artificial voltados ao público geral. A marca também evidencia como o uso de chatbots de IA deixou de ser um nicho restrito a desenvolvedores e profissionais de tecnologia para se tornar um hábito de consumo em massa.
A ascensão do Claude ao terceiro lugar em visitas web, por sua vez, mostra que a disputa pela atenção dos usuários de IA generativa não está restrita a um único aplicativo. Cada vez mais empresas do setor competem por espaço em um mercado que já movimenta bilhões de interações mensais.
O que muda para usuários e empresas
Para o público em geral, os números reforçam uma tendência já perceptível no dia a dia: assistentes de IA se tornaram ferramentas corriqueiras para tarefas como pesquisa, escrita, estudo e organização de informações, mesmo entre quem não paga por versões premium desses serviços.
Já o dado sobre assinaturas pagas chama atenção para o desafio de monetização enfrentado pelas empresas de IA. Com apenas 4,5% dos consumidores dos Estados Unidos pagando por esses serviços, as companhias que desenvolvem essas ferramentas ainda dependem fortemente de bases gratuitas de usuários para sustentar sua presença de mercado, o que pressiona a busca por modelos de negócio alternativos, como anúncios ou parcerias corporativas.
O que observar daqui para frente
Os próximos levantamentos sobre o setor devem indicar se a diferença entre usuários gratuitos e pagantes tende a diminuir, à medida que as empresas aprimoram recursos exclusivos para assinantes. Também será relevante acompanhar se outros concorrentes conseguem avançar nas posições de uso mensal, hoje dominadas por ChatGPT, Gemini e Claude.
A matéria original foi publicada pelo Moneycontrol.

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